28 março 2026 - 10:21
As aves: sinais de graça e ordem no livro da criação

Apenas uma das bênçãos da existência das aves para o ser humano é o fato de eliminarem insetos e roedores nocivos; uma tarefa cuja realização por meio de pesticidas, agentes biológicos ou vírus é extremamente difícil e custosa para o homem. Enquanto isso, as aves, em troca de alguns poucos grãos que retiram das plantações humanas, livram o ser humano de milhões de insetos. Os cientistas afirmam: “Um mundo sem aves seria um mundo assolado pela fome e dominado por insetos.”

A Agência Internacional AhlulBayt (A.S.) – ABNA Brasil afirma que, como introdução ao tema, é importante mencionar a opinião de um dos cientistas sobre os benefícios extraordinários das aves na vida humana. Ele diz:
“A crueldade e a negligência do ser humano não têm limites. Ele deve saber que matar aves implica uma grande perda: privar-se da ajuda de seus mais valiosos aliados na luta contra insetos nocivos e roedores.”

De fato, sabemos que o ser humano, na luta contra insetos destrutivos, segue dois métodos:
O primeiro é um método primitivo, que consiste em capturar e eliminar manualmente lagartas nas plantações e utilizar diferentes tipos de pesticidas para combater gafanhotos, percevejos e pulgões.
O segundo é um método científico, baseado em técnicas biológicas, utilizando vírus e parasitas específicos selecionados e reproduzidos para esse fim.

No entanto, ambos os métodos são extremamente caros e exigem grande esforço e dificuldades. Enquanto isso, se as aves forem preservadas — especialmente espécies como corujas, que eliminam roedores — e se houver apoio às aves insetívoras, o combate será mais simples, mais eficaz e muito mais econômico.

Um cientista chamado Michelet afirma:
“Sem a existência das aves, a Terra seria devorada pelos insetos.”

Outro cientista, chamado Fabre, confirma essa ideia ao dizer:
“Sem as aves, a fome destruiria a humanidade.”

Aqui, os números falam por si:
Se analisarmos aproximadamente a quantidade de insetos consumidos anualmente por aves pequenas — tanto para sua alimentação quanto para alimentar seus filhotes — essa realidade se torna ainda mais evidente.

Uma pequena ave chamada “Ravatule” consome cerca de três milhões de insetos por ano.
Um tipo de estorninho, conhecido como “estorninho azul”, consome cerca de 6,5 milhões de insetos por ano, além de capturar aproximadamente 24 milhões de insetos para alimentar seus filhotes, que geralmente não são menos de 12 ou 16.

A andorinha percorre mais de 600 quilômetros por dia, capturando milhões de moscas.
Uma ave chamada “Troglodita” consome cerca de nove milhões de insetos desde o nascimento até o momento em que deixa o ninho.

Muitas pessoas consideram o corvo negro uma ave prejudicial; porém, se examinarmos o conteúdo de seu estômago, veremos que ele está repleto de um tipo de verme branco — mostrando, na verdade, sua utilidade no equilíbrio ecológico.

Esses são apenas alguns dos serviços prestados pelas aves à agricultura e ao meio ambiente.

Agora, suponhamos que elas consumam uma pequena parte de nossos grãos e frutos — uma parcela que não chega sequer a um milésimo do valor do trabalho que realizam. Isso seria motivo suficiente para considerá-las animais nocivos ou incômodos?

Quem confiou a essas aves essa missão de desempenhar um papel fundamental no equilíbrio entre os seres vivos e os insetos — que também possuem sua utilidade na natureza?


Referências

(1) Os sentidos misteriosos dos animais, Vitus Droscher, tradução: Eshagh Lalehzari, Editora Ashrafi, Teerã, 1978, p. 195–197 (resumido).

(2) Mensagem do Alcorão, Nasser Makarem Shirazi, Editora Dar al-Kutub al-Islamiyya, Teerã, 2007, vol. 2, p. 376.

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